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Em oficina, profissionais do Cendhec e mulheres do Pina debatem sobre violência de gênero





Ontem, no dia 25 de novembro, Dia Internacional da Luta Contra a Violência à Mulher, famílias da comunidade do Bode, no Pina, participaram de uma oficina facilitada pela assistente social Patrícia Saraiva e pela pedagoga Rosângela Coelho, integrantes do Centro Dom Helder Camara de Estudos e Ação Social. Entre os assuntos abordados estavam a prevenção da violência à mulher, o aumento de feminicídios, questões raciais e de gênero.


O encontro, realizado online, foi uma das formas de demarcar a campanha anual “21 dias de ativismo pelo fim da violência à mulher”, conhecida como Dias Laranjas, que começou no 20 de novembro em nosso país, por estar ligado ao Dia da Consciência Negra. No resto do mundo, a iniciativa, puxada pela ONU, conta com 16 dias e começa em 25 de novembro.


Ao todo, 20 pessoas participaram pelo Google Meet. Por entender a importância da oficina, muitas mulheres fizeram questão de encontrar espaços em suas agendas atribuladas, entre trabalho e serviços domésticos, para ouvir e contribuir com o tema. Algumas assistiram da rua, uma participou enquanto estava no ônibus.


“Foi muito interessante ter trazido estes temas hoje, sobre os Dias Laranjas e a eliminação da violência contra as mulheres e meninas. As agressões a este recorte acontecem em todas as classes sociais. Trouxemos até uma música de Elza Soares, Maria da Vila Matilde, que fala sobre a importância da denúncia, que fala sobre o número 180”, explica Patrícia. “Abordamos igualdade de gênero, o empoderamento dessas mulheres e o rompimento do silêncio.”


Rosângela Coelho acredita na junção destas ferramentas lúdicas com relatos reais. “Foi um dia muito necessário. A oficina foi ótima porque são elas que fazem acontecer com os seus depoimentos legítimos, com a sua participação. As nossas provocações, vídeos e músicas são fundamentais, mas elas enriquecem esses momentos com suas histórias.”


Ao imergir nestes temas, muitas mulheres se vêm como potentes, detentoras de direitos e sentem que unidas podem fazer a diferença. “Estão acontecendo muitas mortes de mulheres, mulheres guerreiras, por causa desses maridos que fazem de tudo pra ter a mulher junto dele vinte e quatro horas, mas não pode ser assim. As mulheres têm que se cuidar, cuidar das suas vidas, não viver pelo marido. Tem muita agressão também, a justiça tem que fazer alguma coisa, a polícia tem que fazer alguma coisa porque eu já sofri com isso e eu sei o que é. A minha mãe sofreu com isso também”, diz Rosineide Freire, uma das mulheres que participou da oficina. “Hoje na reunião eu vi que é muito importante que as mulheres denunciem, não tenham medo. Tem que ter coragem de pedir socorro a um vizinho, um amigo, qualquer pessoa que esteja ao redor dela, não ficar calada, porque esse feminicídio tem que acabar.” “Foi a minha primeira vez, mas eu gostei.


Foi uma palestra boa que falou sobre a atitude da mulher. O Cendhec está de parabéns, seria bom se tivesse todos os dias, porque precisamos escutar mais essas coisas. Quantas mulheres não precisam ouvir sobre esses assuntos, né?”, diz Maria de Lourdes, moradora do Pina.


O Cendhec


Com 32 anos de atuação, o centro Dom Helder Camara de Estudos e Ação Social, organização não governamental sem fins lucrativos, tem por objetivo defender e promover direitos às crianças, adolescentes, moradoras e moradores de assentamentos populares e grupos socialmente excluídos.


Na vanguarda dos direitos humanos e inspirados pelos ensinamentos de Dom Helder Camara, líder que dedicou sua vida à proteção de pessoas vulnerabilizadas, principalmente durante regimes totalitários, temos por missão contribuir para a transformação social, rumo a uma sociedade democrática e popular, equitativa, que respeite as diversidades e sem violência. No início deste ano, a ong se aproximou de Vila Esperança, com reuniões para conhecer o espaço e os moradores, escutas ativas para entender as suas demandas e aconselhamentos no campo jurídico.


Para contribuir com as ações desse centro tão importante para os Direitos Humanos, faça uma doação:


Centro Dom Helder Camara de Estudos e Ação Social


Banco 237 – Bradesco S.A.


Agência: 1230-0


Conta Corrente: 39630-3


Código Iban: BR86 6074 0123 0000 0396 303c 1


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